A Agrale apresentou recuo de 31,7% no faturamento no ano passado. A companhia faturou R$ 611,7 milhões. No ano anterior, o valor chegara a R$ 896,2 milhões. Já a receita líquida consolidada foi de R$ 539,3 milhões, recuo de 22,9%. Em seu relatório, a diretoria da fabricante de Caxias do Sul, RS, observa que o desempenho negativo decorre da forte crise política e econômica que afeta o País nos últimos três anos, que produziu quedas de 67,2% no mercado interno de caminhões, de 66% em ônibus e de 44,9% em tratores.
Mas a diretoria reconhece que, desde o final do ano passado, o mercado, em especial o de tratores agrícolas, aponta para uma recuperação de vendas. Também pondera que o programa Refrota, anunciado pelo governo para estimular o mercado de ônibus urbanos, trará resultados positivos neste ano.
O mercado interno foi o principal responsável pelo declínio das vendas totais. O valor bruto de R$ 508,8 milhões representou queda de 35%. Já as exportações, que participaram com 24,6% da receita, quase 10 pontos acima do registrado em 2016, tiveram recuo de 8%, para R$ 102,9 milhões.
Em função do menor volume de vendas e do aumento das despesas financeiras, a Agrale encerrou o balanço com prejuízo de R$ 66,8 milhões. No exercício passado, o resultado negativo fora de R$ 1,2 milhão. No final de 2016, a montadora empregava 1 mil 158 funcionários. A média de benefícios em saúde, transporte, alimentação e lazer paga a cada um dos trabalhadores foi de R$ 8 mil 824.
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